Ah, como eu queria que esse fosse apenas mais um daqueles alarmes falsos...
Algumas de vocês podem não ter tido o prazer de conhecer o trabalho de Roberto Gómez Bolaños, mas essa sexta-feira, 28 de novembro foi um dia triste para todos os brasileiros e latino-americanos. Morre o homem que foi, na minha modesta opinião, um gênio da comédia. Chespirito provou para todos nós que é possível entreter as pessoas e fazê-las rir sem ser rude, estúpido ou usar milhares de palavrões em cada frase. Roberto nos fez/faz/fará rir apenas com piadas leves e inocentes, que mesmo depois da vigésima vez, continua tendo o mesmo efeito. Não sei bem o que dizer, porque acabei de assistir a homenagem que a SBT fez para ele e estou muito emocionada. Desde que consigo me lembrar, assisto Chaves e Chapolin com o meu avô na sala da casa dele, a primeira e a terceira geração rindo e comentando a mesma causa e com a mesma alegria nos olhos. A alegria de perceber que não é preciso ser criança para ter infância. Muito obrigada, Roberto, por todas as memórias que você nem sabia que havia me proporcionado. Obrigada por não ter passado em branco nessa vida. Obrigada por ser mais ágil que uma tartaruga, mais forte que um rato, e mais inteligente que um asno. Só... obrigada.
Foi sem querer querendo, Chavinho, mas você entrou no meu coração.


